Perda auditiva na terceira idade: familiares precisar estar atentos aos sinais e procurar ajuda especializada rapidamente

Data: 
04/20/2018 - 08:15

Reabilitação precoce diminui chances de complicações secundárias, como: isolamento, depressão, risco de quedas, perda de memória, demências e outros

 

Chega um momento da vida em que as atividades até então realizadas sem nenhuma dificuldade, passam a ser um desafio. O envelhecimento natural se encarrega de tornar mais difícil caminhar, enxergar ou ouvir da mesma forma que antes.

 

Este processo, pelo qual praticamente todas as pessoas que viverem até a terceira idade irão passar, precisa ser acompanhado de perto pela família, médicos e especialistas, e os percalços que surgirem pelo caminho, solucionados de maneira eficiente, a fim de garantir a qualidade de vida da pessoa.

 

Uma destas limitações, comum a quem ultrapassa os sessenta anos de idade, é a diminuição da capacidade auditiva, chamada de presbiacusia pelos especialistas. Dra. Fernanda Campos, fonoaudióloga da Ouça a Vida, clínica de fonoaudiologia da Ápice Medicina Integrada, fala sobre este acontecimento. “Este é um momento delicado em que as famílias precisam estar atentas aos sinais da perda de audição, pois, o problema tende a piorar, provocando outros transtornos associados”, comenta a especialista.

 

Os problemas de saúde mais comuns em decorrência da perda de audição são problemas neurológicos, motoros e psicossociais. “Pessoas idosas com perda de audição não tratada costumam estar mais propensas a sofrer com perda de equilíbrio, o que aumenta, também, o número de quedas e, consequentemente fraturas que podem imobilizar a pessoa por muito tempo, devido à recuperação lenta, natural da idade. A perda de audição aumenta, também os índices de demências e problemas como perda de memória e mal de Alzheimer”, destaca Dra. Fernanda, que completa: “Estes problemas costumam ocorrer, pois, o cérebro trabalha como um músculo: se exercitado e estimulado o tempo todo, mantém-se forte e ativo, mas se acontece o contrário, ou seja, falta estímulos, fica fraco e exposto a doenças degenerativas. A perda de audição provoca este quadro, pois a falta de estímulos auditivos deixa ociosa a região do cérebro responsável por processar os sons”.

 

Outra consequência da perda de audição não tratada é o isolamento social. “A dificuldade em conversar, entender uma fala e participar de eventos sociais ou reuniões de família deixa o idoso triste por não conseguir participar das interações com eficiência. Isto o desestimula de manter convívio social, provocando isolamento e consequente depressão”, alerta.

 

Uma das formas de evitar as complicações provenientes da perda de audição é com a reabilitação auditiva. “O primeiro passo iniciar a reabilitação auditiva é a realização de exames de audiometria e impedanciometria, que identificam em quais frequências a perda ocorre e em qual intensidade”. Com o resultado em mãos, o especialista regula o aparelho auditivo de forma a corrigir perfeitamente a perda do paciente. “É como se o exame fosse o molde para o aparelho auditivo, que se adapta perfeitamente à condição do paciente”, ilustra Dra. Fernanda.

 

Com a reabilitação auditiva precoce, os riscos de desenvolver complicações diminuem muito. “Não só a saúde, como a qualidade de vida como um todo são preservadas quando os cuidados são constantes. Assim como não há resistência em usar óculos, deve haver a consciência de que os aparelhos auditivos são acessórios importantes e não há motivo para receios. Caso haja indícios de perda de audição, como dificuldades em escutar ou entender o que está sendo dito, problemas para falar ao telefone ou aumentar demais o volume da TV, procure um fonoaudiólogo de confiança para realizar os exames e se necessário, iniciar a reabilitação o mais rápido possível”, conclui a fonoaudióloga.

Créditos: 
Qnoticia